CFM proíbe uso de PMMA no Brasil: entenda os riscos da substância e o que muda para procedimentos estéticos
Decisão do Conselho Federal de Medicina veta o uso do PMMA para fins estéticos e reparadores em todo o país, após aumento de casos graves, sequelas permanentes e mortes associadas ao produto.
31/05/2026
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O Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou a proibição do uso do polimetilmetacrilato (PMMA) como substância preenchedora em todo o território nacional. A medida atinge procedimentos estéticos e reparadores e passa a valer oficialmente a partir de junho de 2026.
A decisão ocorre após anos de alertas de entidades médicas, relatos de complicações graves e aumento de casos envolvendo sequelas permanentes, deformidades, inflamações crônicas e mortes associadas ao uso do produto.
O que é o PMMA?
O PMMA, sigla para polimetilmetacrilato, é um material sintético utilizado há décadas em diversas áreas da medicina. Em procedimentos estéticos, ele passou a ser empregado como substância preenchedora para aumento de volume em regiões como glúteos, rosto, queixo e outras áreas corporais.
Diferentemente de outros preenchedores absorvíveis, o PMMA permanece no organismo por tempo indeterminado, característica que sempre gerou preocupação entre especialistas.
Por que o PMMA foi proibido?
Segundo o Conselho Federal de Medicina, os riscos associados ao PMMA passaram a superar os possíveis benefícios clínicos.
Entre as principais complicações descritas estão:
Inflamações crônicas;
Formação de granulomas;
Migração do produto para outras regiões do corpo;
Necrose tecidual;
Infecções graves;
Comprometimento renal;
Hipercalcemia;
Deformidades permanentes;
Necessidade de múltiplas cirurgias corretivas;
Óbitos relacionados às complicações.
Diversas sociedades médicas já defendiam o banimento da substância devido ao aumento de eventos adversos registrados nos últimos anos.
O que muda para pacientes e profissionais?
Com a nova resolução, médicos ficam proibidos de utilizar o PMMA como material preenchedor para fins estéticos e reparadores em clínicas, consultórios e hospitais.
A decisão representa uma mudança significativa no setor da medicina estética brasileira, que deverá priorizar alternativas consideradas mais seguras e amplamente estudadas.
Especialistas destacam que substâncias absorvíveis possuem perfil de segurança mais favorável porque podem ser degradadas naturalmente pelo organismo ao longo do tempo.
Existe alguma exceção?
Sim.
Segundo as informações divulgadas, a única exceção permanece para pacientes com HIV/AIDS que apresentam lipodistrofia facial e recebem tratamento em serviços especializados credenciados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), seguindo protocolos específicos do Ministério da Saúde.
Fora dessa situação, o uso do PMMA fica proibido em todo o Brasil.
Como saber se um procedimento utiliza PMMA?
Antes de qualquer procedimento estético, é fundamental que o paciente solicite informações detalhadas sobre:
Nome comercial do produto;
Registro sanitário;
Composição da substância;
Tempo de permanência no organismo;
Possíveis efeitos adversos;
Alternativas disponíveis.
Também é importante verificar se o profissional possui formação adequada e registro regular junto aos órgãos competentes.
Segurança deve vir antes da estética
O crescimento dos procedimentos estéticos nos últimos anos trouxe avanços importantes, mas também aumentou a necessidade de fiscalização e orientação da população.
A decisão do CFM reforça um princípio fundamental da medicina: a segurança do paciente deve estar acima de qualquer resultado estético.
Pacientes que já realizaram aplicações de PMMA e apresentam dor, endurecimento, vermelhidão, alterações na pele ou outras complicações devem procurar avaliação médica especializada o quanto antes.
Em Síntese
A proibição do PMMA marca um dos momentos mais importantes da regulamentação da medicina estética brasileira nos últimos anos. A medida busca reduzir complicações graves e aumentar a proteção dos pacientes diante dos riscos associados ao uso da substância.
A recomendação é que qualquer procedimento estético seja realizado somente após avaliação médica adequada, esclarecimento dos riscos e escolha de técnicas respaldadas por evidências científicas.
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Fontes
CNN Brasil – PMMA está proibido para estética em todo o Brasil
Conselho Federal de Medicina (CFM) – Solicitação de proibição do PMMA
NOTA: A proibição anunciada pelo CFM passa a valer em junho de 2026 e foi motivada pelo aumento de complicações graves associadas ao uso do polimetilmetacrilato como substância preenchedora.

