Julho Amarelo: conheça os sintomas, formas de prevenção e tratamento das hepatites virais
A campanha Julho Amarelo reforça a importância da prevenção, da vacinação, do diagnóstico precoce e do tratamento das hepatites virais, doenças que podem permanecer silenciosas por muitos anos e causar graves complicações no fígado.
02/07/2026
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As hepatites virais representam um importante problema de saúde pública em todo o mundo. Muitas vezes silenciosas, essas doenças podem evoluir durante anos sem apresentar sintomas, aumentando o risco de complicações graves, como cirrose, insuficiência hepática e câncer de fígado.
Com o objetivo de ampliar a conscientização da população, o Julho Amarelo promove ações educativas sobre prevenção, vacinação, testagem e tratamento das hepatites virais.
Neste artigo você entenderá o que são as hepatites virais, como ocorre a transmissão, quais são os sintomas, quem deve fazer os exames e como é possível prevenir essas infecções.
O que são as hepatites virais?
As hepatites virais são doenças infecciosas causadas por vírus que provocam inflamação do fígado. Os principais tipos são:
Hepatite A
Hepatite B
Hepatite C
Hepatite D
Hepatite E
Cada uma possui formas diferentes de transmissão, evolução clínica e tratamento.
Enquanto algumas infecções costumam desaparecer espontaneamente, outras podem tornar-se crônicas e comprometer seriamente a saúde hepática.
Por que o Julho Amarelo é importante?
O Julho Amarelo foi instituído para conscientizar a população sobre:
prevenção das hepatites virais;
vacinação;
diagnóstico precoce;
acesso ao tratamento;
redução da transmissão.
O principal desafio é que milhões de pessoas convivem com hepatite sem saber, pois muitas infecções permanecem assintomáticas durante décadas.
Quanto mais cedo ocorre o diagnóstico, maiores são as chances de evitar danos permanentes ao fígado.
Quais são os principais tipos de hepatite?
Hepatite A
É transmitida principalmente por água e alimentos contaminados.
Características:
geralmente causa doença aguda;
raramente torna-se crônica;
possui vacina altamente eficaz.
Hepatite B
É transmitida por:
relações sexuais sem preservativo;
contato com sangue contaminado;
compartilhamento de seringas;
transmissão da mãe para o bebê durante o parto.
Pode evoluir para doença crônica.
Existe vacina disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Hepatite C
A transmissão ocorre principalmente pelo contato com sangue contaminado.
Hoje existem medicamentos capazes de curar mais de 95% dos casos quando o tratamento é iniciado adequadamente.
Ainda não existe vacina contra a hepatite C.
Hepatite D
Só ocorre em pessoas infectadas pelo vírus da hepatite B.
É mais frequente na região Amazônica e pode causar formas mais graves da doença.
Hepatite E
É transmitida principalmente por água contaminada.
No Brasil é menos frequente do que em alguns países da Ásia e África.
Sintomas das hepatites virais
Muitas pessoas não apresentam sintomas.
Quando surgem, podem incluir:
cansaço intenso;
febre;
náuseas;
vômitos;
dor abdominal;
urina escura;
fezes claras;
pele e olhos amarelados (icterícia);
perda de apetite.
Em casos crônicos, a pessoa pode permanecer anos sem qualquer manifestação clínica.
Quem deve fazer o teste?
Os exames são indicados especialmente para:
pessoas sexualmente ativas;
gestantes;
profissionais da saúde;
usuários de drogas injetáveis;
pessoas que receberam transfusões antigas;
indivíduos com alterações nas enzimas hepáticas;
qualquer pessoa com fatores de risco ou suspeita de exposição.
O diagnóstico é realizado por exames laboratoriais específicos disponíveis na rede pública e privada.
Como prevenir as hepatites virais?
As principais medidas incluem:
vacinação contra hepatite A e B;
uso de preservativos;
não compartilhar seringas, agulhas ou objetos perfurocortantes;
utilizar materiais esterilizados em procedimentos estéticos e tatuagens;
higienizar corretamente alimentos;
consumir água tratada;
realizar testagem quando houver risco de exposição.
Existe tratamento?
Sim.
O tratamento depende do tipo de hepatite.
Atualmente:
hepatite A costuma necessitar apenas de tratamento de suporte;
hepatite B pode ser controlada com medicamentos antivirais;
hepatite C apresenta elevadas taxas de cura com antivirais de ação direta;
hepatite D exige acompanhamento especializado;
hepatite E geralmente melhora espontaneamente.
O acompanhamento médico é fundamental para definir a melhor estratégia terapêutica.
A importância do diagnóstico precoce
Descobrir a doença antes do surgimento de complicações permite:
reduzir a transmissão;
iniciar tratamento rapidamente;
evitar cirrose;
prevenir câncer de fígado;
melhorar significativamente a qualidade de vida.
Por isso, durante o Julho Amarelo, a recomendação é aproveitar as campanhas de testagem e vacinação oferecidas pelos serviços de saúde.
Em Síntese
O Julho Amarelo reforça que as hepatites virais podem ser prevenidas, diagnosticadas precocemente e, em muitos casos, tratadas com sucesso. A vacinação, os exames periódicos e a adoção de hábitos seguros são fundamentais para proteger a saúde do fígado e reduzir o número de novos casos.
Quanto maior a informação, maiores são as chances de prevenção e de um tratamento iniciado no momento certo.
Quer receber mais conteúdos confiáveis sobre prevenção, exames laboratoriais e saúde?
Continue acompanhando o Alerta Saúde e compartilhe este artigo para ajudar mais pessoas a conhecerem os riscos das hepatites virais e a importância do diagnóstico precoce.
Fontes
Ministério da Saúde. Julho Amarelo: mês de luta contra as hepatites virais.
https://www.gov.br/saudeSociedade Brasileira de Hepatologia.
https://sbhepatologia.org.brOrganização Mundial da Saúde (WHO). Hepatitis.
https://www.who.intCenters for Disease Control and Prevention (CDC). Viral Hepatitis.
https://www.cdc.gov/hepatitis/

