Mononucleose no Carnaval: como a “doença do beijo” se espalha, sintomas e como se proteger na folia

Entenda como a mononucleose é transmitida em ambientes de aglomeração, os principais sintomas e as medidas de prevenção durante o Carnaval

15/02/2026

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O Carnaval é sinônimo de festa, contato próximo e beijos — e é justamente nesse cenário que a mononucleose infecciosa, conhecida como “doença do beijo”, pode se espalhar com mais facilidade. Causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV), a infecção é comum, geralmente benigna, mas pode provocar sintomas intensos e exigir cuidados.

Entender como ocorre a transmissão ajuda a curtir a folia com mais segurança.

O que é mononucleose?

A mononucleose é uma infecção viral causada principalmente pelo vírus Epstein-Barr, da família dos herpesvírus. A doença é muito comum, especialmente em jovens e adultos jovens, e pode variar de leve a moderada.

Após a infecção, o vírus permanece latente no organismo.

Como a mononucleose se espalha no Carnaval?

O vírus é transmitido principalmente pela saliva, por isso o apelido “doença do beijo”. Durante o Carnaval, alguns fatores aumentam o risco:

  • beijos em múltiplas pessoas;

  • compartilhamento de copos e bebidas;

  • proximidade em aglomerações;

  • contato com secreções respiratórias.

📌 A transmissão não é instantânea — geralmente exige contato mais próximo e repetido.

Sintomas mais comuns

Os sinais podem surgir entre 4 a 6 semanas após a infecção:

  • febre;

  • dor de garganta intensa;

  • aumento das amígdalas;

  • cansaço extremo;

  • ínguas no pescoço;

  • aumento do baço (em alguns casos);

  • mal-estar prolongado.

O cansaço pode durar semanas.

Parte laboratorial: exames que ajudam no diagnóstico

O diagnóstico pode ser confirmado por exames:

  • Hemograma → linfócitos aumentados e linfócitos reativos;

  • Sorologia para EBV (IgM, IgG)

  • Monoteste (heterófilos);

  • TGO/TGP → podem elevar discretamente;

  • PCR (inflamação, em alguns casos).

🔬 Linfócitos reativos são um achado clássico.

Complicações possíveis

Embora rara, a mononucleose pode causar:

  • aumento do baço com risco de ruptura;

  • inflamação hepática leve;

  • fadiga prolongada;

  • obstrução respiratória por amígdalas aumentadas.

Por isso, recomenda-se evitar esportes de contato durante a fase aguda.

Como se proteger no Carnaval

  • evitar compartilhar copos, latas e bebidas;

  • reduzir beijos em pessoas desconhecidas;

  • higiene das mãos;

  • evitar contato próximo se estiver doente;

  • hidratação adequada;

  • descanso.

📌 Não existe vacina contra EBV.

Quando procurar médico?

Procure avaliação se houver:

  • febre persistente;

  • dor de garganta intensa;

  • fadiga extrema;

  • dor abdominal (baço aumentado);

  • dificuldade para engolir ou respirar.

Em Síntese

A mononucleose é comum e geralmente benigna, mas pode causar sintomas prolongados. Durante o Carnaval, a transmissão pode aumentar devido ao contato próximo. Medidas simples ajudam a reduzir o risco.

🎭 Curta a folia — mas lembre: beijo também transmite vírus.

📢

  • 💋 Beijo transmite alegria, mas também vírus

  • 🔬 Linfócitos reativos ajudam no diagnóstico

  • ⚠️ Cansaço extremo e dor de garganta exigem avaliação

  • 🛌 Descanso é parte do tratamento

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📚 Fontes e Referências

  • CDC – Epstein-Barr Virus and Infectious Mononucleosis

  • Organização Mundial da Saúde (WHO) – EBV

  • UpToDate – Infectious Mononucleosis

  • Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI)

  • Manual MSD – Mononucleose infecciosa

Beijo espalha alegria — e também vírus. Proteja-se na folia