Convulsão: quando é emergência médica, principais causas e o que fazer no momento da crise

Reconhecer os sinais de gravidade e agir corretamente pode salvar vidas e evitar complicações

15/01/2026

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A convulsão é um evento neurológico que pode ser assustador para quem presencia ou vivencia. Embora muitas crises sejam autolimitadas e não representem risco imediato à vida, algumas situações exigem atendimento médico urgente. Saber identificar os sinais de gravidade e entender como agir corretamente pode fazer a diferença entre complicações sérias e uma recuperação segura.

O que é convulsão?

A convulsão é uma atividade elétrica anormal no cérebro que pode levar a movimentos involuntários, perda de consciência, rigidez muscular e outros sintomas. Ela pode acontecer isoladamente ou fazer parte de um quadro de epilepsia — uma condição crônica em que a pessoa tem convulsões recorrentes.

Principais causas de convulsão

As convulsões podem ser desencadeadas por diversos fatores, incluindo:

  • Epilepsia;

  • Febre alta em crianças;

  • Trauma craniano;

  • Infecções do sistema nervoso;

  • Eletrólitos alterados (sódio, cálcio);

  • Intoxicações ou abuso de substâncias;

  • Privação de sono;

  • Interrupção abrupta de medicações anticonvulsivantes;

  • Acidente vascular cerebral (AVC).

Cada causa exige uma abordagem clínica específica.

Quando a convulsão é emergência médica

Algumas situações exigem atendimento de urgência ou emergência:

  • Convulsão que dura mais de 5 minutos;

  • Crises repetidas sem recuperação plena entre elas;

  • Convulsão em gestante;

  • Convulsão em pessoa com diabetes ou uso de insulina;

  • Convulsão acompanhada de apneia (parada respiratória);

  • Febre muito alta em crianças com convulsão prolongada;

  • Ferimentos graves após a crise.

Nesses casos, chame imediatamente os serviços de emergência.

O que fazer durante uma convulsão

Se você presenciar uma convulsão, siga estas orientações para manter a segurança da pessoa:

1. Proteja contra lesões

  • Afaste objetos pontiagudos ou duros;

  • Coloque algo macio sob a cabeça (ex.: uma toalha dobrada).

2. Não segure a pessoa

Evite tentar imobilizar braços ou pernas — isso pode causar lesões.

3. Não coloque nada na boca

Contrariamente ao mito popular, não se deve colocar objetos na boca — isso pode causar sufocamento ou danos.

4. Observe o tempo

Se a crise durar mais de 5 minutos, é emergência médica.

5. Após a crise

  • Coloque a pessoa em posição lateral de segurança (decúbito lateral);

  • Fique ao lado até que ela recupere totalmente a consciência;

  • Converse calmamente e evite movimentos bruscos.

Essas medidas não substituem o atendimento médico, mas ajudam a reduzir riscos imediatos.

Após a convulsão: o que observar

Depois que a crise termina, observe se a pessoa apresenta:

  • confusão mental prolongada;

  • fraqueza ou dificuldade de fala;

  • dificuldade respiratória;

  • sonolência excessiva.

Esses sinais podem indicar complicações e merecem avaliação médica imediata.

Quando procurar atendimento médico depois de uma convulsão

Procure ajuda médica se:

  • for a primeira convulsão da pessoa;

  • a convulsão durou mais de 5 minutos;

  • houve trauma craniano;

  • a pessoa tem diabetes, insuficiência renal ou outra doença crônica;

  • houver dificuldade persistente para respirar ou acordar.

O atendimento médico ajuda a identificar causas e orientar tratamentos preventivos.

Em Síntese

Convulsões podem acontecer em diferentes contextos e nem todas são emergências. No entanto, entender quando uma crise representa risco real e como agir pode salvar vidas. Proteja a pessoa, observe o tempo de duração e busque ajuda médica quando indicados. A informação correta faz toda a diferença na segurança e no cuidado em situações de emergência.

📌 Convulsão: saiba quando agir e como buscar ajuda

  • Chame emergência imediatamente se a convulsão durar mais de 5 minutos ou se houver crises repetidas sem recuperação.

  • Proteja a pessoa afastando objetos perigosos e colocando algo macio sob a cabeça.

  • Não coloque nada na boca e não tente conter os movimentos.

  • Observe e marque o tempo da crise — essa informação ajuda a equipe de saúde.

  • Após a crise, coloque em posição lateral de segurança e aguarde a recuperação.

  • Procure avaliação médica se for a primeira convulsão, se ocorreu em gestantes, crianças, idosos ou se houver lesões.

👉 Informação correta reduz riscos e pode salvar vidas.

📚 Fontes e referências

  • MSN SaúdeConvulsão: quando é emergência médica e o que fazer na hora.

  • Ministério da Saúde – Brasil — Protocolos de urgência e emergência neurológica.

  • Sociedade Brasileira de Neurologia (SBN) — Orientações sobre crises convulsivas.

  • American Academy of Neurology (AAN)Seizure first aid and emergency criteria.

  • UpToDateInitial management of seizures in adults and children.

Saber agir durante uma convulsão pode fazer toda a diferença