Janeiro Roxo: mês de prevenção, conscientização e combate à hanseníase

Informação, diagnóstico precoce e tratamento gratuito são fundamentais para interromper a transmissão

09/01/2026

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O Janeiro Roxo é uma campanha nacional e internacional dedicada à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao combate à hanseníase, uma doença infecciosa antiga, mas que ainda representa um importante problema de saúde pública no Brasil.

Apesar de ter tratamento eficaz e gratuito pelo SUS, a hanseníase ainda carrega estigma, desinformação e atraso diagnóstico, fatores que contribuem para a transmissão contínua e para o surgimento de sequelas evitáveis.

O que é a hanseníase?

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta principalmente:

  • a pele;

  • os nervos periféricos;

  • as mucosas;

  • os olhos, em casos avançados.

A transmissão ocorre pelo contato próximo e prolongado com pessoas doentes sem tratamento, principalmente por vias respiratórias.

Por que a hanseníase ainda existe?

Mesmo sendo uma doença curável, a hanseníase persiste por diversos fatores:

  • diagnóstico tardio;

  • desconhecimento dos sinais iniciais;

  • medo do preconceito;

  • dificuldade de acesso à informação;

  • abandono ou atraso no tratamento.

O Brasil está entre os países com maior número de casos novos no mundo, o que reforça a importância de campanhas como o Janeiro Roxo.

Principais sinais e sintomas

Reconhecer os sinais precocemente é essencial para evitar sequelas:

  • manchas claras ou avermelhadas na pele;

  • perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, dor ou temperatura;

  • formigamento ou dormência em mãos e pés;

  • fraqueza muscular;

  • caroços ou espessamento de nervos.

⚠️ Mancha que não coça, não dói e não some deve ser investigada.

Importância do diagnóstico precoce

O diagnóstico precoce da hanseníase:

  • interrompe a cadeia de transmissão;

  • evita deformidades físicas;

  • previne incapacidades permanentes;

  • reduz o estigma social.

Quanto mais cedo o tratamento começa, maior a chance de cura sem sequelas.

Tratamento: existe cura?

Sim. A hanseníase tem cura.

O tratamento é feito com poliquimioterapia, fornecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Após o início do tratamento, a pessoa deixa de transmitir a doença.

O acompanhamento regular é fundamental para:

  • evitar reações hansênicas;

  • prevenir danos neurológicos;

  • garantir a adesão ao tratamento completo.

Hanseníase e preconceito

O estigma associado à hanseníase ainda é um grande obstáculo. É importante reforçar que:

  • hanseníase não é castigo;

  • hanseníase tem tratamento e cura;

  • pessoas em tratamento não transmitem a doença;

  • discriminação agrava o problema de saúde pública.

Informação é a principal ferramenta contra o preconceito.

O papel do Janeiro Roxo

O Janeiro Roxo tem como objetivo:

  • ampliar a informação sobre a hanseníase;

  • estimular a busca por diagnóstico precoce;

  • reduzir o estigma;

  • fortalecer as ações de vigilância em saúde.

A campanha lembra que manchas na pele não devem ser ignoradas.

Em Síntese

O Janeiro Roxo reforça que a hanseníase ainda existe, mas pode ser combatida com informação, diagnóstico precoce e tratamento adequado. Silenciar sobre a doença perpetua a transmissão; falar sobre ela salva vidas e evita sequelas.

📌 Hanseníase tem cura. O preconceito, não.

📌 Janeiro Roxo: informação, diagnóstico precoce e cuidado salvam vidas

  • Observe manchas na pele que não doem, não coçam e apresentam perda de sensibilidade.

  • Procure uma unidade de saúde ao primeiro sinal suspeito — o diagnóstico é clínico e gratuito.

  • Inicie o tratamento o quanto antes: após o início, a transmissão é interrompida.

  • Não abandone o tratamento, mesmo com melhora dos sintomas.

  • Combata o preconceito: hanseníase tem cura e informação salva vidas.

👉 Em caso de suspeita, procure o SUS.


👉 Informação correta protege você, sua família e a comunidade.

📚 Fontes e referências

  • Ministério da Saúde – Brasil
    Programa Nacional de Controle da Hanseníase.

  • Organização Mundial da Saúde (OMS)
    Leprosy (Hansen’s disease) – Fact Sheet.

  • Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
    Hanseníase: diagnóstico, tratamento e prevenção.

  • Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)
    Diretrizes para diagnóstico e manejo da hanseníase.

Janeiro Roxo: informação e diagnóstico precoce salvam vidas e evitam sequelas