Março Azul Marinho: conscientização e prevenção do câncer colorretal
Entenda os principais sintomas do câncer colorretal e a importância do rastreamento regular.
04/03/2026
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Entenda os sintomas, fatores de risco e a importância da colonoscopia no diagnóstico precoce
O Março Azul Marinho é a campanha dedicada à conscientização e prevenção do câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino.
Essa é uma das neoplasias mais comuns no Brasil e no mundo — e, ao mesmo tempo, uma das que apresentam maior chance de prevenção e cura quando detectada precocemente.
Informação e rastreamento são as principais ferramentas para reduzir a mortalidade.
O que é o câncer colorretal?
O câncer colorretal é um tumor que se desenvolve no intestino grosso (cólon) ou no reto, geralmente a partir de pólipos intestinais — pequenas lesões que podem se transformar em câncer ao longo dos anos.
O processo costuma ser lento, o que abre uma janela importante para diagnóstico precoce.
Principais fatores de risco
Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver câncer colorretal:
Idade acima de 45–50 anos;
Histórico familiar de câncer colorretal;
Dieta rica em carnes processadas e pobre em fibras;
Sedentarismo;
Obesidade;
Tabagismo;
Consumo excessivo de álcool;
Doenças inflamatórias intestinais (retocolite ulcerativa e doença de Crohn).
A presença desses fatores não significa que a pessoa terá câncer, mas reforça a necessidade de acompanhamento.
Sintomas do câncer colorretal
Nos estágios iniciais, o câncer colorretal pode não causar sintomas, o que reforça a importância do rastreamento.
Quando presentes, os sinais podem incluir:
Sangue nas fezes;
Alteração persistente do hábito intestinal (diarreia ou constipação);
Fezes mais finas que o habitual;
Dor abdominal recorrente;
Perda de peso inexplicada;
Anemia por deficiência de ferro.
Qualquer sintoma persistente deve ser investigado.
A importância da colonoscopia
A colonoscopia é o principal exame para diagnóstico e prevenção do câncer colorretal.
Ela permite:
Visualizar o interior do intestino;
Identificar pólipos;
Remover lesões antes que se tornem malignas;
Realizar biópsias quando necessário.
O rastreamento geralmente é indicado a partir dos 45 ou 50 anos, dependendo das diretrizes e fatores de risco individuais.
Em pessoas com histórico familiar, o rastreamento pode começar mais cedo.
Outros exames de rastreamento
Além da colonoscopia, existem:
Pesquisa de sangue oculto nas fezes;
Testes imunológicos fecais;
Colonografia por tomografia (em situações específicas).
A escolha depende da avaliação médica e do risco individual.
Prevenção no dia a dia
Hábitos saudáveis reduzem o risco de câncer colorretal:
Alimentação rica em fibras (frutas, vegetais, grãos integrais);
Redução de carnes processadas;
Prática regular de atividade física;
Manutenção do peso adequado;
Evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool.
Prevenção é estratégia de longo prazo.
Em Síntese
O Março Azul Marinho reforça que o câncer colorretal é uma doença prevenível e tratável quando diagnosticada precocemente.
O rastreamento regular e a colonoscopia salvam vidas.
Ignorar sintomas ou adiar exames pode custar caro.
Informação é prevenção.
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📚 Fontes
Instituto Nacional de Câncer (INCA). Câncer colorretal – dados epidemiológicos e prevenção.
Ministério da Saúde (Brasil). Diretrizes para rastreamento do câncer colorretal.
American Cancer Society (ACS). Colorectal Cancer Screening Guidelines.
Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED). Recomendações sobre colonoscopia.

